Começa o prelúdio de 2007

Agora começa o fim de 2006, estamos preparando o banquete para as festas, mas sem esquecermos das nossas obrigações, sem esquecer, tão cedo, o processo eleitoral deste ano.
O plebiscito de 2005, diziam, seria termômetro da eleição presidencial e legislativa deste ano, leso engano, ninguém contava com o mensalão, com os “sangue sugas” e com a “máfia das ambulancias”; o cenário estava horrendo para o PT, a coisa estava feia mesmo, parecia que o "sonho da pseudo-intelectualidade-obreira estava indo para o brejo", festejava a direita de sempre (desde de 1500 a mesma).
Mas havia algo de podre no reino da Escandinávia, e este algo podre tem farta barba e um tom de voz rouco, característico dos militantes do novo sindicalismo.
Ninguém contava com o carisma do ilustríssimo senhor Luís Inácio LULA da Silva, atual presidente, que mesmo tendo todos os problemas que um candidato a presidente da república não poderia ter, ele se reelegeu para um novo mandato de Presidente da República, cai o queixo da direita que pensou que tanta m£5#@no ventilador iria acabar com SUPER LULA BLINDADO.LULA, além de garantir a sua votação do 1º turno, conseguiu cooptar os eleitores de Cristóvam Buarque, de Heloisa Helena e ainda “catou” alguns votos de Alckimin, e detalhe: em São Paulo também, e pensar que foi justamente por causa do Estado de São Paulo que aconteceu o segundo turno, a diferença de mais de 21 milhões de votos representa uma lavada, desta vez Alckimin ganhou apenas no Sul do Brasil.
O fato é que algumas pessoas agora berram para todos os cantos que realmente o ”povo brasileiro não sabe votar”, que “merece os governantes que têm”, no Domingo via-se que o deputado que estava no rádio certamente se encontrava alterado, fora do seu estado normal, mas a verdade não é bem esta.
Nas semanas que antecederam o dia 29, acontecia um caloroso debate na Comunidade do Orkut do Curso de Ciências Sociais da UEM, gente de esquerda, de direita, de centro, todos muito preocupados com o futuro do Brasil, e claro, cada um puxando a sardinha para o seu lado, e comentando-se sobre as pesquisas de opinião.
Certa acadêmica partidária de Geraldo Alckimin insinuava que o povo não é capaz de fazer um julgamento que pudesse resultar numa melhor escolha para a Presidência da República (logo por, isto que Geraldo Alckimin estava longe de LULA). Nas palavras dela “É Lula de novo com a força dos tolos!”, mesmo com todas a denuncias, LULA ainda era preferencia nacional, algo inexplicável para ela, mas para mim nem tanto...
O que na verdade se revela com esta eleição é que o povo prefere, mesmo que de maneira melindrosa e um tanto imoral, o Governo LULA, a ter que eleger novamente um projeto político de teor néo-liberal, neste caso representado pelo PSDB, afinal nem o povo do Paraná e nem o povo brasileiro de forma geral, suportariam meses que fossem de neoliberalismo fundametalista psicopata. Seria o fim?

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