Cuidado com o Tarado!
Eu me lembro quando eu era moleque. Sempre que eu saia para rua, naquele asfalto quente dos infernos, minha Mãe gritava lá de dentro da cozinha: "Cuidado com o tarado!". Aí eu ficava imaginando como seria o tal do "tarado". Talvez fosse um cara fortão, alto, cabeludo, que ficava perambulando pelas ruas do bairro trajando apenas um calção Adidas azul. E assim eu passava os meus dias: jogando burquinha, empinando pipa, correndo bicicross, se arrebentando no corrinha de rolimã e sempre esperto com a possibilidade de cruzar com o tarado pelo meu caminho.
Evidentemente, naquela época meus conhecimentos eram limitados e obviamente inocentes. Achava que o máximo que podia acontecer, caso cruzasse com o tarado, seria levar uma
sova, uma pancada de primeira, uma ripada de perder o rumo de casa. O tarado na minha concepção devia ser um doido que ia te arrebentar na pancada se você olhasse torto para ele. Mas ai um dia minha Mãe expandiu os conselhos: "Se alguem estranho te oferecer balas ou doces não aceite. Pode ser o tarado". Aí, com mais essa dica quente, eu passei minha infância garantida sem cruzar com o lazarento do tarado.
O tempo passou e finalmente entendi o sentido do tarado. E também saquei que vários camaradas devem ter cruzado com o tarado por não terem tido os sábios conselhos que eu tive. Com o tempo, saquei que o tarado não era a figura pré-histórica que formulei na minha cabeça. Descobri que o tarado pode usar até terno e gravata. E pior, descobri que o tarado pode estar em qualquer canto. E também tomei conhecimento que o tarado normalmente é tarado porque cruzou o caminho de outro tarado, como num círculo vicioso.
Nos Estados Unidos, um pais cheio de tarados, os caras inventaram um sistema bacana que poderia ser implementado no Brasil. Trata-se de um banco de dados de tarados que funciona assim: Você entra na Internet, digita o nome da tua cidade e procura na tua vizinhança se aquele teu vizinho gente boa já andou oferecendo balas para garotos em outros bairros. Ai você pode ficar esperto e orientar o teu filho a ficar longe de "sexual predators" (esse é o nome do tarado nos EUA). Clica ai embaixo para sacar o naipe dos figuras catalogados no Arizona:
Sex Offenders - Arizona
Evidentemente, naquela época meus conhecimentos eram limitados e obviamente inocentes. Achava que o máximo que podia acontecer, caso cruzasse com o tarado, seria levar uma
sova, uma pancada de primeira, uma ripada de perder o rumo de casa. O tarado na minha concepção devia ser um doido que ia te arrebentar na pancada se você olhasse torto para ele. Mas ai um dia minha Mãe expandiu os conselhos: "Se alguem estranho te oferecer balas ou doces não aceite. Pode ser o tarado". Aí, com mais essa dica quente, eu passei minha infância garantida sem cruzar com o lazarento do tarado.
O tempo passou e finalmente entendi o sentido do tarado. E também saquei que vários camaradas devem ter cruzado com o tarado por não terem tido os sábios conselhos que eu tive. Com o tempo, saquei que o tarado não era a figura pré-histórica que formulei na minha cabeça. Descobri que o tarado pode usar até terno e gravata. E pior, descobri que o tarado pode estar em qualquer canto. E também tomei conhecimento que o tarado normalmente é tarado porque cruzou o caminho de outro tarado, como num círculo vicioso.
Nos Estados Unidos, um pais cheio de tarados, os caras inventaram um sistema bacana que poderia ser implementado no Brasil. Trata-se de um banco de dados de tarados que funciona assim: Você entra na Internet, digita o nome da tua cidade e procura na tua vizinhança se aquele teu vizinho gente boa já andou oferecendo balas para garotos em outros bairros. Ai você pode ficar esperto e orientar o teu filho a ficar longe de "sexual predators" (esse é o nome do tarado nos EUA). Clica ai embaixo para sacar o naipe dos figuras catalogados no Arizona:
Sex Offenders - Arizona

O Supers é um site sobre jornalismo cultural com textos e fotos sobre música, cinema, quadrinhos, teatro, artes, fotografia, entre outros.
São mais de 1,1 mil páginas com material produzido por mim desde 1990 trabalhando no meio independente. Há entrevistas exclusivas com bandas, cineastas, quadrinhistas, incluisve com artistas estrangeiros. O site foi meu Trabalho de Conclusão de Curso em Comunicação Social - Jornalismo. Visite! 

